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SERGIO LEONE Nome Completo: Sergio Leone Filho de um cineasta e de uma atriz, Leone iniciou sua carreira dirigindo filmes "épico/históricos", dentro de uma das mais prolíficas tradições do cinema italiano das décadas de 50 e 60. Fez Os Últimos Dias de Pompéia e O Colosso de Rodes. Até aí, nada demais. Ele era, com certeza, superior às dezenas de outros realizadores de sua época, que inundavam a península com aventuras de Maciste, Hércules e coisas parecidas, mas, se tivesse apenas continuado essa tradição, não estaríamos falando dele. Em 1964, dirigiu Por um Punhado de Dólares, um western, e entrou para a história. Neste filme e nos quatro que se seguiram, Leone deu a forma definitiva a um gênero, o "spaguetti-western", que ultrapassou rapidamente as fronteiras da Itália e obteve distribuição mundial. Outros cineastas italianos embarcaram na onda, criando desde absolutas mediocridades e variantes de grande apelo comercial (como a série cômica "Trinity") até filmes razoáveis. Mas Leone ainda é o rei incontestável do "spaguetti", que atingiu o ápice com o seu clássico Era Uma Vez no Oeste. O que é um bom "spaguetti-western"? Superficialmente, é um pastiche dos bang-bangs americanos, usando a mesma construção dramática e os mesmos personagens. Paisagens italianas inóspitas simulam o velho oeste americano. Quando o gênero "estourou", as boas bilheterias e o prestígio de Leone chegaram a trazer para filmar na Itália astros (ou semi-astros) de Hollywood, como Clint Eastwood, Charles Bronson e Henry Fonda. O "spaguetti" tornou-se tão popular no mundo inteiro que, por algum tempo, havia mais bang-bangs sendo rodados na Europa que nos Estados Unidos. Contudo, basta prestar um pouco de atenção para verificar que os clássicos do gênero não se limitavam a copiar o original. Leone criou o seu estilo de narrar, que conjuga grande preocupação com a imagem, sempre forte, sempre épica, com preferência pelo cinemascope; manipulação radical do tempo cinematográfico, que é estendido muito além dos limites estabelecidos pelos americanos; e direção de atores que busca um minimalismo interpretativo: tanto os mocinhos quanto os bandidos matam e morrem sem erguer as sobrancelhas. Leone poderia parar por aqui. Mas ele ainda tinha uma carta na manga,
chamada Era Uma Vez na América. Projeto pretensioso, caro e financiado
com dinheiro de Hollywood, teve duas versões (uma de Leone, com
3 horas e cinqüenta minutos, e outra imposta pelo distribuidor, com
2 horas e 20 minutos) e um lançamento comercial muito confuso (primeiro
nos Estados Unidos e depois na Europa), mas acabou conquistando seu lugar
na história do cinema. Antes de morrer, em 1989, estava preparando
uma super-produção, com ajuda financeira da União
Soviética, sobre o cerco de Leningrado, na Segunda Guerra Mundial.
Mas, depois de revolucionar o western com Era Uma Vez no Oeste e criar
um afresco impressionante dos Estados Unidos urbano com o policial Era
Uma Vez na América, não conseguiu explodir para D E S T A Q U E Sinopse: Título Original: Once Upon a Time in America
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