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Costa-Gavras mudou-se da Grécia para a França,
onde foi aprendiz de diretores, com preocupação social
e devotou-se à combinar assuntos políticos e pessoais
com o suspense. A única exceção é seu primeiro
filme, Crime no Carro Dormitório (65) - uma caçada a um
assassino ao estilo de Hollywood. Recebeu um Oscar e conquistou fama
internacional com Z (68), uma denúncia contra a junta governamental
grega. Foi convidado para dirigir O Poderoso Chefão (72) mas
recusou, alegando que o filme seria uma apologia aos criminosos. Seu
primeiro filme nos Estados Unidos foi Desaparecido - Um Grande Mistério
(82), história de um americano em busca da verdade sobre o desaparecimento
de seu filho ativista no Chile durante a ditadura Pinochet, cujo roteiro
recebeu um Oscar. Jamais conseguiu repetir tal sucesso, mas persiste
em realizar filmes de suspense sobre problemas como os dos palestinos,
movimentos de supremacia racial branca nos Estados Unidos e investigação
de crimes de guerra. Kurt Gerstein (Ulrich Tukur) é um oficial do Terceiro Reich que trabalhou na elaboração do Zyklon B, gás mortífero originalmente desenvolvido para a matança de animais mas usado para exterminar milhares de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Gerstein se revolta com o que testemunha e tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Apenas um jovem jesuíta lhe dá ouvidos e o ajuda a organizar uma campanha para que o Papa (Marcel Iures) quebre o silêncio e se manifeste contra as violências ocorridas em nome de uma suposta supremacia racial.
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